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  1. Isto tudo pode ser mais facilmente substituído por:
    Associação de inquilinos quer que os Senhorios comprem imóveis que a gente não consegue comprar e os meta a arrendar aos preços que a gente quer, durante o tempo que nós quisermos e sem os poderem terminar. Mas nós podemos terminar a qualquer altura. Adicionalmente, queremos que o Estado nos pague 20% da renda através do IRS. Ah e toca a taxar muito mais esses senhorios que era o que faltava ainda ficarem com essa renda.

    É sempre engraçado trocar por miúdos as propostas, dá para perceber bem este sentimento de serem donos do trabalho e dinheiro dos outros como se fossem seus. E obrigar o monopólio de força do governo a compactuar com isso

  2. Desde há muito que o problema central da crise da habitação é a perda de poder de compra. É o elefante na sala que o governo não quer encarar (ou não lhe interessa encarar…).

    Podemos discutir medidas, incentivos ou regulação, mas enquanto os salários não acompanharem o custo de vida, o resultado será sempre o mesmo: casas cada vez mais inacessíveis.
    Por mais medidas que se implementem na habitação, sem políticas que aumentem os rendimentos, tudo isto acaba por ser apenas um penso rápido.

  3. Há dois caminhos teóricos para inverter a crise.

    – Um é os rendimentos das famílias crescerem acima da valorização dos imóveis. Estando o imobiliário a valorizar mais de 10% ao ano é evidente que nunca será por aí.

    – o outro é os imóveis desvalorizarem em vez de valorizarem. Ora este governo (e o anterior) não tem interesse**nenhum na descida de preços** pelo não vai tomar medidas nesse sentido, pelo contrário as medidas têm financiado a subida de preços com o orçamento do estado.

    Não há solução para a crise da habitação sem haver uma desvalorização do imobiliário, mas não há interesse nisso nem do governo nem de quem é proprietário, que são a maioria dos eleitores.

    Claro que a consequência é a degradação do país. Falta de professores, profissionais de saúde, policias, etc. porque as pessoas que interessava ter nesses sectores fazem contas, e por muito grande que seja o sentimento de missão, e o salário não dá para uma habitação decente.

    Claro que com a degradação do país, que já é notícia nos meios internacionais, o recente interesse internacional em viver e investir em Portugal começa a perder força e os preços vai descer, é uma inevitabilidade. Agora podíamos fazê-lo de forma controlada ou deixar rebentar.

    Vamos a caminho da segunda.

  4. A Associação dos Inquilinos Lisbonenses (AIL) aka a associação que conseguiu meter Portugal no pódio das capitais mais caras para se viver.

  5. Curiosamente (ou nao) o mercado do arrendamento esta bem melhor agora que ha 2 anos atras

  6. Arriscaria a dizer que o grande impulsionador da gentrificação em Portugal é o próprio Zé Tuga, que passou anos a votar em massa online nos melhores destinos para turismo, entre outros.

    Agora choram.