>Com arranque da operação do metrobus, Câmara do Porto diz que via da direita terá limite de 30 quilómetros por hora. Para já, não vai aplicar meios físicos que forcem automobilistas a abrandar.
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>A Câmara Municipal do Porto (CMP) já tinha anunciado que, com a entrada em serviço do sistema de metrobus na Avenida da Boavista, bicicletas deixariam de poder circular no canal dedicado ao transporte público. Faltava saber se a autarquia apresentaria alguma alternativa.
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>A resposta veio do vereador da mobilidade da CMP, Hugo Beirão, que apontou como “solução” a introdução “nas vias da direita de uma velocidade máxima de 30 quilómetros por hora” para que “possa ser um canal de segurança adequada”. O responsável disse à Agência Lusa que “nesta fase será isso”. Ou seja, por agora, este limite será apenas aplicado através de sinalização vertical e no pavimento, esclareceu. Não haverá medidas físicas que obriguem os condutores a abrandar.
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>“Definitivamente não é suficiente”, comenta a responsável da Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta (MUBi), Ana Guerra, ao PÚBLICO. “Não há garantia de que os carros vão, de facto, abrandar para 30 quilómetros por hora e tinta não é infra-estrutura”, sublinha. “Para haver segurança, é necessário haver uma via segregada”, reforça.
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>Com obras prontas desde Setembro de 2024, o canal de metrobus que vai da Casa da Música até ao corte para a Marechal Gomes da Costa tem servido de ciclovia informal, com popularidade crescente entre utilizadores de bicicleta, trotineta e outros modos activos de deslocação. A entrada em operação do serviço de transportes públicos no próximo sábado e a proibição de circulação destes modos no canal central da avenida significam o fim de um espaço seguro.
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>“A ciclovia não oficial da Boavista trouxe muitos utilizadores e agora a responsabilidade da CMP é garantir condições para que eles possam continuar a andar de bicicleta na avenida”, considera Ana Guerra.
Artigo tem mais, mas é com paywall.
FreezaSama on
Ciclovias devem de ter algum tipo de barreira física, ponto final. Pelo menos enquanto países como o nosso se adaptam a ideia.
charge-pump on
Uma vez mais são pessoas que nunca andaram de bicicleta numa cidade a criar regras para essa circulação.
Left_Capital133 on
Tenho seguido este caso e isto é uma comédia autêntica, tantas voltas para montar uma solução coxa com autocarros feitos à medida que vão andar a brincar na rotunda mais via partilhada, bicicletas e blablabla.
Queriam fazer algo de jeito? Tivessem acrescentado uma linha ao metro do Porto para este percurso, isso é que era algo de útil, e provavelmente já estava pronto e a transportar passageiros.
nunocspinto on
Numa avenida urbana, com vias de 4m de largura, a via da direita é 30, a da esquerda é 50. Ou seja, a cerca de 2 m de um utilizador vulnerável, que circula numa velocidade de 20 km/h, passa um carro a 50. Sem separação, sem segurança.
Os condutores não estão habituados a isto.
Ciclovia segregada e sem interrupções na Av. Boavista e envolventes deve ser prioritária.
randmzer on
Já agora, o intervalo de frequência do Metrobus vai ser de 10 minutos EM HORA DE PONTA. Fora de hora de ponta vai ser 15 minutos. Diria que é bastante fácil as bicicletas partilharem via com o Metrobus, com estas frequências.
Claro que preferia uma via dedicada, e era o que aconteceria num país decente. Mas não havendo, não sei porque não deixam partilhar com o Metrobus.
BoboSergipanoJr on
Fora a questão da segurança, a CMP esquece-se que quem usa a bicicleta no corredor do MetroBus também o faz para poder passar pelo congestionamento, porque a redução da largura das vias tornou impossível passar pelos automóveis parados ou lentos em hora de ponta.
7 Comments
>Com arranque da operação do metrobus, Câmara do Porto diz que via da direita terá limite de 30 quilómetros por hora. Para já, não vai aplicar meios físicos que forcem automobilistas a abrandar.
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>A Câmara Municipal do Porto (CMP) já tinha anunciado que, com a entrada em serviço do sistema de metrobus na Avenida da Boavista, bicicletas deixariam de poder circular no canal dedicado ao transporte público. Faltava saber se a autarquia apresentaria alguma alternativa.
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>A resposta veio do vereador da mobilidade da CMP, Hugo Beirão, que apontou como “solução” a introdução “nas vias da direita de uma velocidade máxima de 30 quilómetros por hora” para que “possa ser um canal de segurança adequada”. O responsável disse à Agência Lusa que “nesta fase será isso”. Ou seja, por agora, este limite será apenas aplicado através de sinalização vertical e no pavimento, esclareceu. Não haverá medidas físicas que obriguem os condutores a abrandar.
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>“Definitivamente não é suficiente”, comenta a responsável da Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta (MUBi), Ana Guerra, ao PÚBLICO. “Não há garantia de que os carros vão, de facto, abrandar para 30 quilómetros por hora e tinta não é infra-estrutura”, sublinha. “Para haver segurança, é necessário haver uma via segregada”, reforça.
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>Com obras prontas desde Setembro de 2024, o canal de metrobus que vai da Casa da Música até ao corte para a Marechal Gomes da Costa tem servido de ciclovia informal, com popularidade crescente entre utilizadores de bicicleta, trotineta e outros modos activos de deslocação. A entrada em operação do serviço de transportes públicos no próximo sábado e a proibição de circulação destes modos no canal central da avenida significam o fim de um espaço seguro.
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>“A ciclovia não oficial da Boavista trouxe muitos utilizadores e agora a responsabilidade da CMP é garantir condições para que eles possam continuar a andar de bicicleta na avenida”, considera Ana Guerra.
Artigo tem mais, mas é com paywall.
Ciclovias devem de ter algum tipo de barreira física, ponto final. Pelo menos enquanto países como o nosso se adaptam a ideia.
Uma vez mais são pessoas que nunca andaram de bicicleta numa cidade a criar regras para essa circulação.
Tenho seguido este caso e isto é uma comédia autêntica, tantas voltas para montar uma solução coxa com autocarros feitos à medida que vão andar a brincar na rotunda mais via partilhada, bicicletas e blablabla.
Queriam fazer algo de jeito? Tivessem acrescentado uma linha ao metro do Porto para este percurso, isso é que era algo de útil, e provavelmente já estava pronto e a transportar passageiros.
Numa avenida urbana, com vias de 4m de largura, a via da direita é 30, a da esquerda é 50. Ou seja, a cerca de 2 m de um utilizador vulnerável, que circula numa velocidade de 20 km/h, passa um carro a 50. Sem separação, sem segurança.
Os condutores não estão habituados a isto.
Ciclovia segregada e sem interrupções na Av. Boavista e envolventes deve ser prioritária.
Já agora, o intervalo de frequência do Metrobus vai ser de 10 minutos EM HORA DE PONTA. Fora de hora de ponta vai ser 15 minutos. Diria que é bastante fácil as bicicletas partilharem via com o Metrobus, com estas frequências.
Claro que preferia uma via dedicada, e era o que aconteceria num país decente. Mas não havendo, não sei porque não deixam partilhar com o Metrobus.
Fora a questão da segurança, a CMP esquece-se que quem usa a bicicleta no corredor do MetroBus também o faz para poder passar pelo congestionamento, porque a redução da largura das vias tornou impossível passar pelos automóveis parados ou lentos em hora de ponta.