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    15 Comments

    1. TheDudeFromPT on

      É por isto que não se querem sindicatos.

      Como é que uma situação destas acontece? E ninguém alertou a senhora?

    2. Mais uma empresa que se vai queixar da rigidez da legislação laboral quando perder em tribunal. 

      Acredito piamente que os patrões quando souberem do processo disseram algo do género: ainda devia sentir-se feliz por lhe estarmos a pagar.

    3. >A título de exemplo, em outubro de 2016, a autora tinha direito a auferir 530 euros (salário mínimo nacional), mas apenas lhe foi pago o montante de 120 euros.

      Se dúvidas houvesse que muitas empresas só pagam o mínimo porque a isso a lei obriga..

      Pagar 120€ por um mês de trabalho fabril é inqualificável.

      Devolver o que roubaram, com juros, é um bom começo, mas tem de haver consequências pessoais aos responsáveis.

    4. Master_Gap_10 on

      quem devia ser “multado” também era o contabilista. que sabe bem o que está a fazer.

    5. Resident-Laugh7657 on

      E depois há aqueles que defendem que os patrões só tem que pagar o que quiserem e quem está mal que mude de emprego xD

    6. praetorthesysadmin on

      E isto é um caso que foi detetado, imaginem os casos onde isto acontece, um pouco por todo o lado e quem sabe cala-se e quem não sabe desconhece a realidade da industria em Portugal.

    7. DeepCar5191 on

      Provavelmente existem muitos, muitos mais casos como este. Muitos portugueses são e foram tratados debaixo de cão neste país de terceiro mundo. Por isso formam-se aqui e vão para fora contribuir para outros países

    8. Vocês nos comentários estão todos a ser empáticos com a trabalhadora. Mas é preciso ter atenção que:
      – se ela foi explorada a culpa é dela que se deixou explorar;
      – do ponto de vista da gestão, se tenho oportunidade de diminuir custos sem diminuir a sua produtividade, não é sinal que sou bom gestor?

      Para que fique muito transparente: /s

    9. Acho pouco. A empresa devia ser obrigada a indemnizar ainda mais e a ter outro tipo de repercussões.

    10. Optimal-Bluejay-5854 on

      É exatamente isto que muita gente não percebe quando ouve patrões a pedir “mais flexibilidade laboral”. Muitas vezes, o que isso significa na prática é menos proteção para quem trabalha e mais espaço para abusos destes.

      E quando se criticam sindicatos ou se desencoraja trabalhadores de falar entre si sobre salários, acabamos a ler notícias destas. Sem sindicatos, contratos coletivos e transparência salarial, cada trabalhador fica sozinho perante o patrão. E é assim que estes abusos acontecem durante décadas sem ninguém travar.

      Que o segredo salarial protege muito mais os empregadores do que os trabalhadores já era conhecido há muito tempo. Os problemas que isso causava eram tão reais e tão generalizados que a UE teve de criar legislação como a para forçar mais transparência salarial, a Diretiva Europeia de Transparência Salarial. Por isso, quando alguém disser que a UE serve só para decidir tampas de garrafas, convém lembrar também isto.

    11. Sinceramente, parece-me que pede pouco. Entre montantes não pagos, respetivos juros, descontos que não foram feitos para a Seg. Social… E admito, até, que existissem acordos coletivos ou portarias de extensão de convenções coletivas que pudessem determinar um valor mais elevado de salário do que o mínimo.

      Vale a pena procurar saber como é que isto nunca foi visto ou detectado.

    12. Quem diria que nesta terra de merda onde, até nas gerações mais novas, se acha que os patrões são donos e senhores e podem fazer o que quiserem iriam haver situações em que um patrão achasse o mesmo…

      É a mentalidade do salário ser um custo e não um investimento.

    13. há pessoas que conseguem dormir à noite a saber que estão a enganar um funcionário desta maneira.

    14. ToInfinityAndAbove on

      Provavelmente recebia o resto por baixo da mesa, mas soube aproveitar bem a gap legal